"How would my week be different without my cellphone?"
As a work for our English class, our teacher propouse us to reflect about this topic.
It's more than clear cellphones have reformulated the way people interact with each other. It is our closest gadget and our first door to conectivity. So how their loss would affect us? There are those who argue that they would rather die than spending a day without their cellphones, so we had to figure out how it would be our "ancient" week. Here comes our reflections:
I would probably start seeing things that in the ordinary rotine are ignored. But if we look back in days of the past, it wasn't that weird, the experience of not having a cellphone. Maybe those little diferences are what made our childhood, and for some, a holy untouchable period of time.
- Kauwba
I just got back from a exchange experience that much relates to this topic. I was in Berlin (and in the beginning) without knowing how to speak German and without knowing anyone except my family there. They gave me an old cellphone that I barely used in the first couple of months. It was a weird experience, having a cellphone but no one to call. If that happened here now I would probably seize the time I have with my friends at school. Information and organization would worth more, and maybe, I'd become more focus while studing at home.
- Nick
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
Quem sabe...?
Naqueles momentos em que você pede por sentido e é respondido por um silêncio ensurdecedor, naquele momento que você acorda do conforto de seu sonho, naquele momento que você percebe, que você na verdade não "percebe", foi nesse momento que ele não aguentou.
Onde alguns podem encontrar a curiosidade, novas possibilidades, um novo mundo em sua frenteele encontrou o vazio, o terror do desconhecido, o sufoco do vácuo e finalmente o silêncio.
Sem se quer se despedir dos poucos corações que ele partiu, ele se foi, desistiu de tentar entender o estranho mundo em que viveu. Quem sabe ele fez a coisa certa, no fundo todos sabemos que nossa existência no fim é relativamente insignificante, e quem sabe o mundo seja apenas uma bomba relógio esperando para recomeçar o cronometro, quem sabe realmente existe um tal "lugar melhor" e ele esta lá rindo de todo mundo aqui, tentando alcançar a perfeição mesmo sabendo que a mesma não existe, correndo como ratos de laboratório num experimento.
Muitos perguntam o porquê de que ele fez, acho que tinha chegado a um ponto que a pergunta para ele era porque não? Já eu, consigo pensar de tantos motivos tanto para fazer e não fazer o que ele fez e estranhamente não da para se dizer que algum tenha mais razão que o outro. Muitos dizem ser um ato de covardia, porém acredito que seja algo que necessite de muita coragem para se fazer. As chances de ele ter uma vida miserável eram bem maiores do que de ser bem-sucedida, e as chances de pequenos lampejos de felicidade e esperança fizessem ela valer a pena de qualquer modo que fosse era igualmente provável.
Se no fim ele não sabia o que estava fazendo ou simplesmente não se importava, ninguém vai saber.
Quem sabe no fim isso vai de alguma maneira gerar algo positivo ou quem sabe ele faria grandes coisas com sua vida e tudo ficaria bem. Quem sabe... ?
O que eu sei, é que provavelmente eu sei muito menos do que você.
Onde alguns podem encontrar a curiosidade, novas possibilidades, um novo mundo em sua frenteele encontrou o vazio, o terror do desconhecido, o sufoco do vácuo e finalmente o silêncio.
Sem se quer se despedir dos poucos corações que ele partiu, ele se foi, desistiu de tentar entender o estranho mundo em que viveu. Quem sabe ele fez a coisa certa, no fundo todos sabemos que nossa existência no fim é relativamente insignificante, e quem sabe o mundo seja apenas uma bomba relógio esperando para recomeçar o cronometro, quem sabe realmente existe um tal "lugar melhor" e ele esta lá rindo de todo mundo aqui, tentando alcançar a perfeição mesmo sabendo que a mesma não existe, correndo como ratos de laboratório num experimento.
Muitos perguntam o porquê de que ele fez, acho que tinha chegado a um ponto que a pergunta para ele era porque não? Já eu, consigo pensar de tantos motivos tanto para fazer e não fazer o que ele fez e estranhamente não da para se dizer que algum tenha mais razão que o outro. Muitos dizem ser um ato de covardia, porém acredito que seja algo que necessite de muita coragem para se fazer. As chances de ele ter uma vida miserável eram bem maiores do que de ser bem-sucedida, e as chances de pequenos lampejos de felicidade e esperança fizessem ela valer a pena de qualquer modo que fosse era igualmente provável.
Se no fim ele não sabia o que estava fazendo ou simplesmente não se importava, ninguém vai saber.
Quem sabe no fim isso vai de alguma maneira gerar algo positivo ou quem sabe ele faria grandes coisas com sua vida e tudo ficaria bem. Quem sabe... ?
O que eu sei, é que provavelmente eu sei muito menos do que você.
Mr.T
quarta-feira, 31 de julho de 2013
O fim do Blog.
Hoje vimos por meio de este texto comunicar a todos
estimados leitores (eu sei que vocês estão perdidos por ai) que o 4x1 acabou indefinidamente.
Morremos de um sentido mais metafórico que poético e ainda assim não largaremos
o blog, não desistimos. Alguns mudaram de opinião, outros foram estudar para o
vestibular e ou arranjaram namoradas, entretanto nunca desistimos. Afinal, não
se desiste da morte, ela simplesmente apresenta-se independente de sua vontade.
Morremos e nascemos diariamente (imaginamos), quantas vezes
chegamos a uma ideia nova e refletimos do quão desnesessários eram os erros
passados, percebemos como entendemos tão pouco e ao mesmo tempo temos algo de
um valor inestimável. A vida sem uma renovação mental é algo miserável sendo que
conservar os mesmos valores pré-definidos, independentemente do nível de
pessimismo, não faz sentido, podemos sempre melhorar. Dando certo ou
errado, é o que sempre buscamos.
Após dois tenebrosos messes sem qualquer sinal de vida, já estávamos
até mesmo reconfortados. Porém, jamais existiria morte se não existisse vida. Caso
a imortalidade fosse algo tangível, a morte seria o bem mais almejado, tendo em
base que nós, seres humanos, teremos com desejo o inalcansável ou fantasioso. Assim
que nasceu um novo blog que mal adquiriu consciência, não sabia (ou sabe) seus
objetivos, não tem metas e não faz ideia do futuro. Esse bebê promete tentar o
seu melhor, já que só se vive uma vez, sem ressentimentos, sem arrependimentos
ou medos.
A partir de agora qualquer pedido nos comentários será
atendido, se você leitor quiser ler uma critica ou opinião, nós o faremos. Se
quiser que uma história tenha algo específico, nos o faremos. Deixo agora os comentários
para sua criatividade e só peço apenas uma coisa: surpreenda-nos.
- 4x1
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Espaço Tempo Finito
Lucas entra em casa, cabisbaixo. Como se o apartamento não
lhe pertencesse. Vai até o telefone e checa se há alguma mensagem. Ele é um dos
poucos seres humanos que ainda faz isso. Lucas solta sua maleta na mesa e se
deita no sofá. Ele é desconfortável. Uma peça que o incomoda há muito tempo,
mas não é como se seu trabalho estivesse indo bem o suficiente para dar-se ao
luxo de consertar esse problema que parecia miserável comparado aos os outros.
Vamos recomeçar. Ele estava tendo um dia ruim. Não é como se
sua vida inteira houvesse sido um desperdício, o que não significa que se
pudesse ressaltar algo de magnífico.
Após meia hora, Lucas levanta do sofá e vai até a geladeira.
Vazia. Freezer então.
Esse continha duas lasanhas quatro queijos de uma marca tão
conhecida quanto o nome daquela parte de plástico no final do cadarço. Ele
coloca uma deles para esquentar. O micro-ondas mostram que são 21:22 e ele
sente uma pontada no coração. Foi algo passageiro, nada que não fosse normal ou
que nunca houvesse acontecido antes.
A lasanha fica pronta e ele começa a comê-la. Tenta se
lembrar de quando foi a última vez que comeu algo decente.
Não consegue.
O pensamento de que esta miserável noite esta acontecendo
apenas por ser o meio da semana passa pela sua mente, mas no fundo ele sabe que
se fosse sexta ou sábado estaria acontecendo provavelmente a mesma coisa. Ele
termina e vai para o quarto. Liga o computador e se alivia um pouco.
Não ajuda.
Ele deita na cama e demora até conseguir dormir. Até não
pensar em mais nada.
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Era uma Quarta-feira, um típico dia de primavera. Não estava
nem muito frio, nem muito quente. Havia uma brisa gostosa que circulava pelo
ar.
Lucas e Irene entram em casa. Os dois carregam compras e
ajeitam tudo na cozinha. Ela lhe conta como foi seu dia; como sua companheira
Luisa estava indo no seu novo namoro; sobre o cliente Sul-africano que fez sua
visita semestral e como ela estava com vontade de ir jantar na costa no final
de semana, como eles fizeram a dois meses atrás. Lucas sorri. Conta como havia
sido um dia normal na empresa. Os projetos estavam no prazo, mas seu colega
Gustavo havia ficado doente esta semana, então ninguém poderia se dar ao luxo
de deixar algo escapar até que ele voltasse. Ele já havia telefonado e desejado
melhoras.
Juntos preparam o jantar. Algo simples, já que é apenas o
meio da semana.
Assim que eles terminam Irene liga a Tv e se ajeita no sofá
para ver a novela. Ela o chama, mas ele responde que precisa responder alguns
E-mails antes.
Lucas vai para o quarto. Checa os nove novos E-mails que
recebeu. Ele é um dos poucos seres humanos que ainda faz isso. Vê o horário no
computador. 21:22. Ele sente uma pontada no coração. Estranha. Nada sério,
porém que incomodou. Havia feito seus exames quatro messes atrás, não tinha
muito com o que se preocupar.
Volta para a sala e assiste o resto da novela com
Irene. Ela termina e eles assistem a um filme que estava passando em outro
canal. Aparecem os créditos e os dois vão logo dormir. É mais um dia pela
frente amanha.
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É uma Quarta-feira, está frio. Apesar do clima tranquilo das
outras semanas, esta veio com uma frente fria que, segundo os jornais, iria
durar até Domingo.
Lucas escuta a briga entre o casal que mora no apartamento a
sua frente antes de entrar. “Deve ser a semana para isso”, ele pensa enquanto
entra em casa rapidamente. Fecha a porta e da um longo suspiro, mas o ar parece
gasto. A casa não parece muito feliz em recebê-lo. É exatamente ao entrar que
ele se pergunta o que faz ali. Tudo o lembra dela. As paredes. A mesa de
jantar. As cortinas e até os porta-retratos com fotos em que ela não aparece.
Objetos que ele havia adquirido muito antes de conhecê-la, agora se encontravam
impregnados.
Ele se arrasta lentamente pela parede até sentar no chão.
Sente como se estivesse caindo infinitamente num poço. Um lugar que, se fosse
possível, ia ficando mais e mais escuro a cada metro que adentrava. Ele se
sentia destruído, abalado. Nunca antes tivera uma relação tão sólida ou um
término tão destrutivo. Ele não gostava de pensar que amar é um problema quando
não se é recompensado. Ele é um dos poucos seres humanos que ainda pensa assim.
Carol fazia muita falta. Haviam se passado apenas três dias, mas eles foram o
suficiente para mostrar que a partida era para sempre.
Seu celular começa a tocar. É André, seu grande amigo, ligando
provavelmente para chama-lo para sair no meio da semana, apenas para coloca-lo
para cima. André é um bom amigo com boas intenções, mas Lucas não se da ao
trabalho de atender. Ele desliga o telefone e deita por completo no chão. O
poço é interminável.
Já esta na hora que ele costuma jantar, mas só de pensar em
mover-se já lhe traz um enjoo. Ele começa a sentir mais frio. Olha para o
relógio para ver quanto tempo se passou dessa atuação adolescente que ele vinha
efetuando. São 21:22. Ele então sente uma pontada no coração. Parece muito pior
do que realmente pode ser. Morrer agora simplesmente iria fazê-lo chegar no
fundo daquele poço.
Ele se levanta, esquece todo o trabalho que tem pendente e
vai direto para a cama. Ter pesadelos de como o dia de amanha será exatamente
igual.
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Era uma Quarta-feira, estava abafado. Era de longe o dia
mais quente da semana, talvez do mês.
Lucas chega em casa suando um pouco. Abre as janelas, mas arrepende-se
e logo as fecha. Senta no sofá e vê seu gato. Melhor, o gato de Maria. Ele
sempre parecia estar à espreita. Como se gravasse tudo que via e ouvia naquela
casa para então entregar um resumo a uma agência de espionagem. Ele não tinha problemas com o gato. Preferia
cachorros, como os que tivera na sua infância, mas sabia que eles requeriam
mais responsabilidade. O gato, naturalmente, sabia se virar e conhecia a casa
até melhor do que ele. Nunca incomodava. Não havia porque criar problema.
No momento em que ele se levanta para ir até a geladeira,
Maria abre a porta. Ela está usando um vestido florido, vermelho com branco,
que comprara dois meses atrás. Maria era uma mulher tão sexy que na sua
presença, era como se o coração e a visão de Lucas não fossem aguentar tanto e
teriam de explodir. Ela mantinha aquele
charme inconfundível independente da roupa, ou da ausência dela. Ela entra e
lhe da um beijo. Pergunta brevemente como foram essas últimas horas, já que
eles haviam almoçado juntos, e fala que trouxe sushi para jantarem. “Nada
melhor nesse calor”. Ele se alegra com essa notícia e juntos se sentam para
comer.
Maria fala sobre os novos materiais que chegaram para sua
loja e ele já programa ajudá-la
com isso na Sexta-feira. O sushi está delicioso. É de um restaurante no
final da rua que tem um preço ótimo e uma qualidade que não se pode contra
argumentar.
Assim que terminam eles vão ao Sofá. Maria lhe da um beijo.
Os hormônios no ar são esquentados pelo abafo que já se encontravam. Lucas
percebe o gato, mais uma vez o encarando. Ele levanta Maria em seus braços e a
leva ao quarto. Apaga as luzes. Ele é um dos poucos seres humanos que ainda faz
isso. Lucas tira sua camiseta e ambos se deitam. A emoção progride, beijos
calorosos por tudo, até que ele sente uma pontada no coração. Obriga-se a
parar. Maria pergunta se está tudo bem. Ele diz que sim. Foi apenas um susto.
Nada com que devesse se preocupar tanto. Vê a luz azul vinda de seu relógio na
estante, que é a única coisa iluminada no quarto. São 21:22. Ele ignora o que
quer que tenha sido e volta para ela. Os dois se entregam ao momento. Mais
quente que aqueles lençóis, apenas o Sol.
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Era Quarta-feira, e estava apenas um pouco nublado. Nada de
chuva, nem sequer muito frio.
Lucas entra em casa um pouco apressado. Abre a porta e corre
para o banheiro. Efetua suas necessidades e então, já mais relaxado, se olha no
espelho. Está com grandes olheiras. Havia trabalhado muito na última semana. Os
prazos haviam se apertado e parece que tudo tinha se programado para ser
entregue no final da semana. Nada impossível, só cansativo. Mais um par de dias
trabalhando e tudo estaria bem. Passa uma água no rosto e vai em direção à
cozinha.
Havia sobras do jantar de ontem que ainda tinham uma cara
muito boa. Ele põe tudo no micro-ondas e, na espera, olha no freezer se ainda
existe um pouco de sorvete para sua sobremesa. Mesmo sozinho, Lucas gostava de
ter uma refeição até que completa. Ele era um dos poucos seres humanos que se
preocupava com isso. Termina sua refeição e parte para o sorvete, até que sua
campainha toca. Ele vai em direção à porta e mesmo já tendo quase certeza de
quem é, pergunta.
“Sou eu, Lucas” diz Alina com uma voz muito triste. “Alina
eu estou muito ocupado trabalhando, você precisa de algo?” “Eu só quero
conversar” “Eu não tenho tempo agora, sério mesmo”, diz ele normalmente. Então
ela começa a chorar. Ao ouvir os soluços, Lucas fita o chão com um sentimento
repreensivo. Ele não deveria abrir a porta, mas não pode deixar alguém para
fora naquela situação, independente de quem seja.
Alina entra e está com o rosto todo vermelho e inchado. Ela
o abraça. Ele fica sem ação. “Calma”. Ele a leva em direção à cozinha e lhe
oferece um copo de água. Ela aceita e enquanto bebe, vai se acalmando. “O que
aconteceu?”. Ele realmente não se interessava, e não havia pergunta a ser
feita. Ela agora passaria um bom tempo explicando algo tão simples como escrever
seu nome em água. Começou o discurso de como ela não poderia mais viver assim,
como ela precisava dele novamente, porque sozinha ela não estava conseguindo lidar
e a vida era uma merda se empilhando por cima da outra. Alina estava tendo mais
uma crise de depressão.
Alina na verdade era uma pessoa que tinha a vida como crise.
Depressão é apenas uma palavra simples demais para descrever tudo que
acontecia. “Alina. Você tem que superar isso, já tivemos essa conversa milhares
e milhares de vezes. Já fazem cinco meses e você ainda assim continua batendo nas
mesmas teclas. Nós não vamos voltar, desculpa. Não funcionamos, já deixamos
isso bem claro. Já te levei a vários lugares para ter ajuda e lá você finge que
quem tem algum problema sou eu. Parece que você gosta de fazer isso só para
voltar. Já deu. Eu preciso trabalhar hoje.” “É que eu te amo!”, interrompe ela
chorando mais do que no começo, parecendo que num daqueles soluços ela morreria.
“Não diga isso. Você sabe que não é verdade, Alina. Chega.”, diz Lucas
calmamente querendo encerrar a cena que iniciava. “Você não...”.
Então seu celular começa a tocar. É seu chefe e ele
prometera ficar disponível a qualquer hora na semana por causa dos prazos apertados.
Era obrigado a atender. Olha para ela tentando convencer “É urgente, já vou
desligar”, e vai para a sala.
“Oi Mathias. Eu estou num péssimo momento agora, retorno a
ligação em dez minutos e então posso resolver o que for. Se forem as tabelas,
já vai me mandando por E-mail”, e desliga. Curto, porém educado.
Ele volta para a cozinha e vê Alina de cabeça para baixo. Aproxima-se
e ela avança para lhe dar um beijo. Ele recua e grita para que ela se afaste.
Ela avança chorando e então Lucas sente uma pontada no coração.
É algo sério.
Ela recua.
Ele vê sua faca de cozinha cravada perfeitamente entre as
costelas. Sua boca se preenche com o gosto de sangue. Ele a vê chorando e
gritando, mas a cada segundo sente que o volume está mais baixo. Ele vai para o
chão. Soluça e cospe sangue. Faz questão de sujar as próprias mãos. Os gritos
de Alina, por mais que irrelevantes aos ouvidos de Lucas, são capazes de
acordar o condomínio inteiro. Ele sente frio e uma neblina invade sua visão.
Tudo vai ficando distante.
As paredes.
A vida.
Seu corpo cada vez mais e mais distante...
Eram 21:23 de uma Quarta-feira nublada em que, agora,
chovia.
-Nick.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Acervo Nacional - Apenas o Fim
O quão longe você acha que pode ir? Duvido que
Matheus Souza soubesse a resposta.
Este filme
não é simplesmente uma recomendação como todas as outras que fizemos aqui, pois
mesmo considerando uma obra excelente, não acho que sozinha teria tanta importância
a ponto de me levar a escrever esse texto (arrogância +8000).
Em 2008, um universitário resolve escrever e
dirigir um filme sem qualquer ajuda do governo. Esse tipo de historia tem tudo
pra dar errado, mas não deu.
Ele pega uma
câmera emprestada da faculdade, com a limitação de que câmera só pode ser
transportada nas localidades do campus, ou seja, o roteiro inteiro teria que
ser convertido pra outro ambiente. Assim mesmo com todas essas limitações e
apenas com o dinheiro de uma rifa de Uísque (a qual o vencedor se quer veio
buscar), Matheus Souza produziu um filme que o fez ganhar o festival de cinema
do Rio De Janeiro e ser indicado a um festival em Rotterdam.
Como é de
ser esperar Apenas o fim é um filme simples sem nenhuma ação e de 80 minutos
recheados de diálogos e mais diálogos. Definitivamente não é um tipo de filme
que agrada a todos os gostos.
Como não é
de se esperar este filme retrata toda uma historia de amor com diálogos
exemplares e com varias citações de cultura pop.
Altamente recomendável
pela atuação excelente de Gregorio Duvivier, pela inspiração e pra mostrar que
Glauber Rocha estava certo: pra fazer cinema só é necessária uma ideia na
cabeça e uma câmera na mão.
- Kauwba
P.S.: este
filme é realmente difícil de ser encontrado em locadoras (já que esta longe de
ser uma produção mainstream). Então aqui vai um link caso queria assistir no Youtube
(a qualidade de imagem é um merda), ou passe o mouse na imagem.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Acervo Nacional - Monstros!
O cinema mudo prova que não é necessário o uso de palavras
pra conseguir uma forma de expressão que passe uma mensagem. Esse tipo de técnica
limita a facilidade de criar algo, porém quando é bem feito torna-se impagável.
Monstros é uma historia em quadrinhos criada por Gabriel
Duarte, que tem como inspiração principal as invasões de monstros a grandes
metrópoles. Se você tem por volta de 18 anos ou menos, facilmente poderá relacionar
esse tema ao programa Power Rangers, apesar dessa historia não se tratar de
ninjas fantasiados defendendo cidades com seus Megazords. Essa nem e a
influencia que Duarte diz ter, que seria Spectreman, porém nem eu nem (muito
provavelmente) você conhecemos esse programa.
A trama é simples quase minimalista: Monstros das profundezas
invadem Santos e isso resulta em pânico geral da população, todos tentam fugir
abismados pelo medo, mas não Pinô: o humilde dono de um bar que mesmo sendo um
homem já de idade, misteriosamente anda na direção das bestas. Sinto-me aqueles
críticos exagerados dizendo isso, mas cada quadrinho é perfeitamente colocado
assim criando uma obra que em minha opinião é irretocável.
Este livro é uma compra obrigatória a quem gosta de arte, sendo
graficamente ou como uma maneira de contar historias. E merece, não só um
espaço na sua prateleira, como também nas suas memorias mais alegres por mais
que elas estejam esquecidas.
Realmente não existem palavras para descrever o quando esse
livro é bom e digo isso também no sentido literal.
“Monstros!” pode ser encontrado nas melhores livrarias.
-Kauwba.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Pastel Corajoso
Um herói que nunca foi visto antes,
Apenas em sonhos delirantes,
Quem ajudaria as empadas injustiçadas
E as frituras machucadas?
O Pastel Corajoso!
Nunca antes os empanados conheceram
Um campeão tão valoroso.
- J.Kley
Apenas em sonhos delirantes,
Quem ajudaria as empadas injustiçadas
E as frituras machucadas?
O Pastel Corajoso!
Nunca antes os empanados conheceram
Um campeão tão valoroso.
- J.Kley
domingo, 19 de maio de 2013
Get Lucky or Die Trying
Aproveitando o momento pré (ou pós) lançamento do novo álbum do Daft Punk, Random Access Memories pela Sony/Columbia Records nesta semana. Venho aqui abastece-los de cultura Pop e minha opinião após um dia inteiro ouvindo o álbum.
Aos que desconhecem, Daft Punk é uma banda formada pela dupla francesa Homem-Cristo e Thomas Bangalter em 1996. Eles tem quatro álbuns de estúdio (contando com o novo) e milhares de experiencias independentes de mixagem e a trilha sonora completa do filme Tron: O Legado (2010).
Eu pessoalmente sou um grande fã de todo seu trabalho. Homework (1997). Discovery (2001). Human After All (2005). Tron Legacy OST (2010) e os remixes de seus próprios álbuns como Daft Club (2005). Tron Reconfigured (2011) entre outros. Sempre gostei de como esta banda de música eletrônica conseguia se diferenciar tanto das regras de estilo das outras. Sua mistura de uma variedade enorme de instrumentos com os sintetizadores e os vocais são anos luz de algo que possa ser chamado de música artificial. Daft Punk foi revolucionário. Eu considero Discovery um dos melhores álbuns da humanidade. Junto com o filme anime sem falas Interstella 5555 que tem apenas este Cd como acompanhamento musical (enfim).
Acompanho a saída do novo álbum Random Access Memories (2013) desde seus boatos e quando foi passado ao público, em Janeiro, os primeiros 15 segundos de seu futuro primeiro hit no álbum: Get Lucky. Quando ouvi aqueles pequeno pedaço de música eu admito que fiquei decepcionado. A expectativa de anos por um novo álbum de Daft Punk e a mídia que estava sendo produzida em volta dele, os segredos que a gravadora se preocupava em manter. As expectativas estava voando alto e para mim haviam acabado de colidir. Era fraco. Eram 15 segundos que não valiam toda aquela propaganda e eu esperei que não fossem os melhores 15 segundos de todo o álbum.
Quando a gravadora liberou o primeiro hit (Get Lucky). Eu estava arrasado. E sei que entre a maioria dos fãns eu era um caso a parte. O álbum que já está em pré-venda no Itunes e tem lançamento mundial por esta semana (variando a data entre os países). Já chegou em minhas mãos portanto aqui vai uma visão mais detalhada de cada música. Com uma conclusão do álbum no geral.
1- Give Life Back to Music, 4:34 - Uma entrada triunfal como era de se esperar pelo álbum, mas que é cortada pela revelação de um ritmo que não cativa. Dentro dos conceitos de álbum onde a primeira música deve explodir sua mente e e te fazer ouvir as músicas que estão por vir. Essa não cumpre o objetivo.
2 - The Game of Love, 5:21 - Uma música diferente, porém se mantem na base de Get Lucky. Não chama a atenção.
3 - Giorgio by Moroder, 9:04 - Está música da esperança ao resto do álbum. O começo onde é apenas uma reação feita por Giorgio Moroder é uma história simples que depois abre espaço para um instrumental eletrônico de qualidade. Lembra a música "The Grid" em na Trilha Sonora de Tron, onde Flynn (Jeff Bridges) mistura sua narração com um fundo musical.
4 - Within, 3:48 - Começa como uma música pop, um tanto para baixo. O tipo de música que ouvimos em um dia chuvoso, entretanto ela se desenrola bem.
5 - Instant Crush, 5:37 - Lembra um pouco, por estilo e não por imitação. A música Something About Us do álbum Discovery, um ritmo mais leve. Por consequência uma música muito boa.
6 - Lose Yourself to Dance, 5:53 - O segundo e aclamado hit do álbum. Novamente vemos um riff muito similar ao de Get Lucky . Creio que apelaram demasiado para a voz aguda de Pharrell Williams. Só me fez duvidar mais em quem decide quais músicas serão ou não serão hits.
7 - Touch, 8:18 - Para estampar na cara de todos que neste álbum o Daft Punk decidiu ir para uma onde de música mais clássica. Temos pianos de orquestra mais presente que sintetizadores. Agora todos podem ser fãs de Elton John, Barry Manilow e Abba sem serem julgados.
8 - Get Lucky, 6:07 - Serei curto e direto. É fraco, comum. Já ouvimos isto antes.
9 - Beyond, 4:50 - Entrada de jornada épica de orquestra, propagandas de Final Fantasy e Jurassic Park voando pelos ares. Ainda mantém um Riff muito similar ao de Get Lucky (novidade), mas depois isso tudo se junta a uma boa levada do velho Daft e a música se mantem boa até o final.
10 - Motherboard, 5:41 - Puro instrumental leve, o qual eles sabem fazer como ninguém. Toques de orquestra e sons literalmente oceânicos em certos momentos, mas que ainda não perdem o ritmo. Uma boa música.
11 - Fragments of Time, 4:39 - E quando finalmente abandonamos aquela pegada pop dos anos setenta, aqui está ela novamente. Uma música bem disco que acompanha belos solos de sintetizadores.
12 - Doin' It Right, 4:11 - Existe um bom motivo para o Kraftwerk ser responsável pela revolução da eletrônica dos anos setenta e não o Daft Punk. O estilo vocal de Panda Bear nesta música já deveria estar em extinção.
13 - Contact, 6:21 - Uma maneira incrível de encerrar o álbum. Realmente uma das melhores. Vai progredindo com aquele gosto de Daft Punk, que junta um ritmo de cada vez até no fim formar algo completo e extraordinário.
Bem, ao meu ver Random Access Memories é uma tentativa de voltar as origens do que o Daft Punk chama de música Pop e não Eletronic Pop. Ele tende mais à música clássica que a nova. O álbum conta com muitas participações, que variam de Pharrell Williams (Muppets OST) até Julian Casablancas (The Strokes) e uma orquestra completa. Agora sendo realista e direto, 70% do álbum é uma memória da mesma experiência musical. São músicas muito similares, mesmo que de diferentes estilos, elas acompanham a pegada de Get Lucky que eu já estou cansado de relembrar. Não foi o suficiente para eu perder minha fé em Daft Punk, porém foi o suficiente para me decepcionar. Nota: 6/10.
Eu apenas espero uma boa trilha sonora para o próximo Tron.
Sei que muito podem discordar de mim, mas eu peço que venham realmente falar. Eu adoraria ter uma segunda opinião sobre o álbum. Os que não conhecem Daft Punk, espero que vão atrás das referências que apresentei porque eles são realmente uma grande banda. Obrigado
- Nick
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Você e Eu
Sou impaciente, incompreensível, ignorante, desleixado, injusto,
despreocupado, invejoso e mais.
Reclamo que você nunca diz que me ama.
Reclamo porque você
fala isso demais, já perdeu a emoção, tornou-se automático.
Penso somente em que atos podem me afetar.
Rio dos outros e sinto raiva de que riam de mim.
Não sou racista até que alguém de outra raça me roube.
Não sou homofóbico até que minha mulher vire lésbica.
Não sou religioso até não acreditarem no meu único deus.
Não sou ateu até me privarem de algo que gosto.
Odeio pessoas negativas por me colocarem sempre para baixo.
Odeio pessoas positivas por estarem sempre para cima.
Sou realista, até passar a odiá-los também por querer
super-reagir a alguma situação.
Leio, escuto, visto, falo, sinto e ajo como eu quero que os
outros pensem que sou.
Não ligo para o que pensam sobre mim, por pensar se ligam ou
não para mim.
Grito por atenção, afinal qualquer propaganda é boa propaganda.
Odeio barulho de gente: mastigando, digitando, cantando
músicas que não gosto...
Xingo por de trás.
Cometo o mesmo erro cinco, dez, vinte vezes e continuo
cometendo porque não tenho noção de errado.
Chego ao ponto onde não sei se existe diferença moral entre
imaginar e fazer.
Não ligo se não for meu, não é.
Apenas compreendo outro ponto de vista quando passo pela
mesma situação. Antes eu não entendia, não queria entender e tinha raiva de que
entendia.
Penso nas visualizações e não no conteúdo.
Vejo os filmes sempre olhando o relógio para assim que ele
acabar eu poder falar que o vi.
Quando esse álbum vai acabar? Quero logo passar ao próximo.
Faço tanto aquilo que reclamo dos outros por fazerem que a
palavra “hipócrita” perdeu o significado.
Sou um rebelde sem causa, um revolucionário sem solução.
De todos aqueles “In” e “Des” que eu sou, o maior de todos é
indescritivelmente humano. Sou a representação do mundo e ele a minha.
Sempre me falaram que o primeiro passo é admitir, mas nunca
me contaram o segundo.
-Nick
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Detetive de Florianópolis "Teaser Trailer"
Finalmente, depois de 5 anos de produção e muitas brigas de elenco está chegando o grande blockbuster baseado no best seller "O Detetive de Florianópolis" de Jair Fransisco Hamms. Confira o primeiro "teaser trailer"abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=iBTzmHDOnJU
Dirigido pelo renomado e polêmico Kauwba, estrelado pelo mestre do overacting J.Kley e editado pelo nosso parceiro de negócios e amigo João Batata.
O filme tem data de estreia para 20 de maio de 2013
Produção e distribuição: Studios 4x1 , Badger Productions e Groovy Films.
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